Honda e Sony interrompem projeto de carro elétrico Afeela

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Honda e Sony anunciaram em conjunto o cancelamento de seu ambicioso programa de veículos elétricos Afeela, encerrando abruptamente o desenvolvimento do planejado sedã Afeela 1 e de um SUV elétrico subsequente. Esta decisão segue uma mudança mais ampla na estratégia de EV da Honda, que incluiu o desmantelamento de dois outros modelos de EV e o renascimento do Acura RSX.

Reavaliação estratégica leva ao cancelamento

A joint venture, Sony Honda Mobility (SHM), citou “alterações fundamentais” nas premissas subjacentes de suas operações como a principal razão para o desligamento. Especificamente, os planos revistos de eletrificação da Honda tiveram impacto nas tecnologias e recursos inicialmente prometidos para a parceria.

O Afeela 1, originalmente previsto para entrega ao cliente no final de 2024 com acabamento Signature de US$ 102.900, e um modelo Origin mais acessível planejado para 2027, não será mais vendido. A pré-produção já havia começado na fábrica da Honda em Ohio, tornando o cancelamento em estágio final particularmente significativo.

Cortes mais amplos de veículos elétricos da Honda

Esta mudança ocorre em meio a perdas substanciais projetadas pela Honda – estimadas em até US$ 15,8 bilhões – após o cancelamento dos EVs 0 SUV, 0 Sedan e Acura RSX. Os fabricantes de automóveis raramente interrompem os projetos quando atingem a produção pré-série, sugerindo uma reavaliação severa da viabilidade do mercado.

Futuro da Joint Venture

Embora o programa Afeela esteja extinto, a Honda e a Sony não dissolveram a parceria. As empresas pretendem “revisar a direção dos negócios da SHM” e anunciarão planos futuros “na primeira oportunidade possível”. Isto sugere um potencial pivô, em vez de um abandono completo, dos projetos de mobilidade colaborativa.

A rescisão abrupta sublinha a volatilidade do mercado de VE e os desafios que os fabricantes de automóveis enfrentam à medida que navegam nas mudanças nas exigências dos consumidores e nas incertezas tecnológicas. A decisão da Honda sinaliza uma abordagem cautelosa, priorizando a estabilidade financeira em detrimento da expansão agressiva no segmento de VE.