A nostalgia geralmente significa olhar para trás. Não desta vez. A Ferrari acaba de lançar o 12Cilindri Manche e ele tem três pedais. Um shifter fechado também. Parece que era antigamente? Claro. Sob a pele. É totalmente novo.
Desde 2012. Nenhuma Ferrari de estrada permite que você mude as marchas manualmente. O 599 GTB foi o último a sair. Agora temos um pequeno pedaço quadrado de metal e alumínio. Mas não espere uma caixa de câmbio vintage enterrada ali. A Ferrari não tinha interesse nisso. Eles queriam a sensação. O barulho. A luta. Sem a bagunça mecânica.
“Maranello não tinha interesse em tirar o pó de uma caixa de câmbio velha.”
É um truque elétrico. É isso que é. O shifter não toca na transmissão. O pedal da embreagem? Também desconectado. Ambos enviam sinais eletrônicos. Sensores. Código. É isso.
A Ferrari chama isso de Manuale By-Wire.
Você move o bastão. O computador entende. Você pisa na embreagem. O software diz ok. É basicamente como Koenigsegg faz isso. Luz. Rápido. Estranhamente analógico. Toda a configuração pesa apenas 5 kg. Onze libras. Aço para as partes duras. Alumínio para o resto.
O Fantasma no Portão
Por dentro parece puro. Botão clássico de alumínio. Portão de seis velocidades polido até brilhar. O painel também se move. Tudo inclinado para manter os olhos na estrada. Não o telefone. A mudança.
Mas o portão é uma mentira. Uma mentira linda e cara. Não há cabo. Sem ligação. Apenas dados.
A Ferrari passou anos ajustando isso. Eles não queriam que parecesse falso. Eles adicionaram sensores. Resistência pesada. Então, quando você muda. Você sente alguma coisa. Cargas reais. Feedback real. Se você soltar a embreagem muito rápido. Você vai parar. A Ferrari confirmou isso. Você pode matar o carro. Deliberadamente ou por engano. Bom. Deve parecer errado se for feito de maneira errada.
Um problema. O portão mostra apenas seis marchas. O DCT ali embaixo tem oito. O que acontece acima do sexto?
O computador assume o controle. Silenciosamente. Sétimo. Oitavo. Controle de lançamento. Tudo automático. Você perde totalmente os paddle shifters. O modo manual é interrompido a 60 mph. Acima disso. A máquina leva você. Abaixo disso. Você está sozinho. Mergulhe a embreagem. Pegue a alavanca. Sinta o mundo desfocar.
Isso é trapaça?
Talvez.
Ou talvez seja mais inteligente.
Poder. Nenhum. Levado.
Outras marcas punem os compradores manuais. A BMW retirou a potência do seu M3 manual. Questões de longevidade. Fragilidade. Ferrari não se importou. O 6,5L V12 ainda é naturalmente aspirado. Ainda gritando a 9.500 RPM. Ainda produzindo 819 cv. Torque também não piscou.
Ele é lançado em 2,9 segundos. A sessenta e duas milhas por hora. Dois. Nove.
Velocidade máxima? Mais de 211 mph.
Está homologado como automático. Então é automático. Apenas usando um disfarce. Isso salva a transmissão. Salva o motor. Mantém o pico de potência onde ele pertence. No alto.
Não há compromisso aí.
Custo de admissão
Você não verá muitos. 1.499 unidades. Isso é tudo. Cada um sob medida. Cada detalhe personalizado através do programa Tailor Made da Ferrari. Nada padrão.
O preço começa em € 590.447 na Europa. Cerca de US$ 675.000. Essa é uma colina íngreme para escalar. Mais de cem mil dólares acima do carro padrão. E isso é antes das opções. Antes do couro. A tinta. As listras remetem à era Daytona.
Já está esgotado. Listas de espera fechadas antes do lançamento. Entrega em 2027. Datas antecipadas.
As pessoas vão adorar? Metade odiará a ideia de um automático disfarçado de manual. A outra metade irá adorar a conveniência misturada com teatro. Nós gostamos disso. Vamos ver onde eles os colocam.
Não há garantias aqui. Apenas a promessa de barulho.
